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VENCEDORES I CONCURSO LITERATURA DA NATUREZA
VENCEDORES I CONCURSO LITERATURA DA NATUREZA

 

TEXTOS DOS MEDALHISTAS DO PRIMEIRO CONCURSO LITERATURA DA NATUREZA (2011)

04:50 PM, 1/8/2011 .. 0 comentários .. Link
Dia de roça (Valéria Victorino Valle) - OURO NA CATEGORIA "POESIA"
 
 
 
O dia cheira a mel no amanhecer da roça
Os bicos e os chifres acordam barulhentos
As brisas carregam as coloridas borboletas
Beberica o doce das rosas o delicado beija-flor
Trinam harmoniosamente os pequenos pássaros
 
Com as gotas de orvalho a me acordar
Saio da minha velha rede estendida
E no fogão a lenha a cismar
Sinto o sabor de café recém passado
Acendo o meu pito, cigarro de palha de companhia,
Pego a cuia e vou animado à horta molhar
 
Enquanto minhas mãos infantis e calejadas águam as mudas
Estico os olhos e vejo os frutos que brilham no pomar
Em diferentes épocas, em variadas colheitas:
Mexericas, laranjas, abacates, limão,
Goiabas, mangas, jabuticabas, bananas
 
Diferentes tempos... Tempo diferente esse da roça...
 
É o limpar, o plantar, o cuidar, o podar, o carpir, o colher...
Colher é bom... Precisamos colher e comer.
Tempo de colher é tempo de comer...
 
Diferentes tempos... Tempo diferente esse da roça...
 
Aguço os ouvidos e atino
Ouço a prosa entoada dos meus padrinhos
E o zumbido das comadres vizinhas
Embaixo das folhas verdes do bambuzal
Percebo a euforia no sacudir do rabo dos cachorros
Que farejam a hora do almoço em família
A fumaça na chaminé e o cheiro do cumê
Provocam idas sorrateiras a cozinha
Entremeio o fogo aceso e a mesa de madeira tosca
E no prato de esmalte branco descascado
A delícia: arroz, galinha caipira com pequi e angu
Enchi o pandu, estou empaturrado...
Agora, nos braços de uma frondosa mangueira
A brisa acaricia minha única face materna
Tiro a sesta deitado no colo da minha avó
 
A tarde tem o refrescante banhar no corgo
O pular vertiginoso da cachoeira
A liberdade de nadar pelado no rio
Onde a água brota límpida na areia e no lodo
Onde nascem os brotos e incha o brejo
No balanço de corda e pneu no grande angico
Guardo no céu da boca o gosto do jatobá
E vigio o sacudir das folhas da cana
A tarde tem gosto de mel na roça
 
Deito-me sobre a grama de verde intenso e
Vejo as formigas carregando suas folhas
Ingênuas da infinita labuta diária e eu
Posso pensar e sonhar
Posso chupar jabuticaba no pé
Posso joga bola na terra vermelha
Posso correr e deslizar na lama da chuva
Posso trepar na goiabeira
Mesmo com tombo no lombo
 
Diferentes tempos... Tempo diferente esse da roça...
 
É o brincar, o sorrir, o saltar, o gritar, o ser feliz, o viver...
Viver é bom... Precisamos viver e ser.
Tempo de viver é tempo de ser...
 
Diferentes tempos... Tempo diferente esse da roça...
 
Ao anoitecer meu cavalo marcha com os ventos do ipê
Preciso ver a menina alegria da roça
Menina de flor, cravo e manjericão
É... eu sei, a flor colhe o homem
A menina terra invade o corpo caboclo
Numa rajada irrequieta roça o desejo
Goteja a hora e a espora do amor
Lenha de apagar e acender o fogo
Do menino homem que pasma
Diante desse arco-íris no meio do pasto
 
À noite, sol mitigado, caem pingos d’água
Adoro chuva, faz-me livre
Entoam música os grilos e os sapos
E no entardecer escuro da roça encontro
O luar esverdeado que desvaira a paixão
O calor da fogueira na casinha caiada
O colchão da folha amarela e esquecida no pomar
A noite com sabor de mel da roça
É tempo de roçar e amar a menina flor em botão
E na simples semente: um velho mundo novo
Fugere urbem. Carpe diem.

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SIMPLESMENTE UMA FLOR!  (Edilson Leão) - PRATA NA CATEGORIA "POESIA"
 
Flor amarela resplandecente
Incandescente lunar!
Brilho difuso, confuso meu olhar...
Clarão na visão do vetor.
Simplesmente uma flor!

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PASSAGEIRO DA SAUDADE (There Válio) - BRONZE NA CATEGORIA "POESIA"
 
Viajando pelo tempo...
Passageiro da saudade,
Trás na mente as lembranças,
Que já foi realidade.
Aquela velha casinha
Onde com ela, morava,
Era o santuário do amor
Que prá ela dedicava.
Vida simples, mas feliz,
Onde um grande amor reinava.
Lá, o verde da campina,
Contrastava com o sol
Que de manhã raiava.
O canto do sabiá...
Quanta alegria lhes dava.
Era um canto um pouco triste,
Ainda assim mesmo, os alegrava.
 
Quanto chegava à tardinha,
Ele e a bela cabocla
Sentavam na beira do rio.
Abraçados contemplavam,
O entardecer tão lindo!
Parecia uma pintura
Emoldurada num quadro
Que a “artista”, na sua realeza
No crepúsculo pintava.
E seus olhos, encantados,
Miravam tanta beleza...
Capricho da Natureza!
 
Agora, seus olhos choram,
Sua cabocla se foi...
Viajou prá eternidade.
O ranchinho se acabou,
O riozinho secou, e o sabiá calou.
Hoje, contempla o entardecer,
Sem beleza e com tristeza;
O verde da campina se transformou,
Numa cor amarelada.
Terra bruta se tornou,
A secura ali ficou
Entre a mata devastada.
E as lembranças também...
Entre as cinzas da queimada,
Seguem viagem... No tempo!
O passageiro da saudade...

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O encarcerado (Nylton Gomes Batista) - OURO NA CATEGORIA "PROSA"
 
 
Sem saber do que acusado, há muito tempo encarcerado, solitário, longe da brisa que os livres embala, penso e pergunto, não por puro lamento: por que estou preso sem julgamento? Para o sol me ser negado, nem da chuva poder beber, que crime cometi? Quero saber. Vejo as nuvens, sinto o vento, ouço os sons da tempestade; quisera todo o furor arrostar ao lado de um amigo, ao invés de estar nesta cela, que me cedem como abrigo. Queria escolher meu alimento, sugar das frutas o que me é vital, mas, por mim decidem o que faz bem e o que faz mal. Que crime cometi eu? Sou do céu e sou da terra, galgo ramos e roço as águas, canto a vida e beijo as flores; que fiz contra quem me prende às dores? Terei subornado, tentado levar vantagem, praticado deslealdade, deixado alguém à margem de negócio combinado? Do semelhante algo útil não furtei, nem sua vida interrompi, mas autores de ações mais vis, livres são para mais fazer. Por que então o meu sofrer?
Da campina, antes verde, vem fumaça, da floresta ouço gritos: fogo assa e ferro corta, sem piedade! Terei eu praticado tamanha temeridade? A cascata já não brilha e o regato não borbulha; se não lembranças do passado, mostram tudo menos água, sangue da Mãe Terra, conspurcado! Serei eu autor de tal pecado? Carência manipulada, verdade mascarada, uns contra outros, semelhantes são jogados pela força do mais TER; ganância, mentira e ódio, de mãos dadas matando o SER! Vejo e não consigo o sentido compreender de tanto falar e nada fazer para conter o assalto ao direito, sem que haja antes o cumprimento do dever. Tantos erros, tantas faltas, crimes vis irrefletidos, impunes ficam por todo o sempre, enquanto sou encarcerado sem saber de que culpado. Se o verde sobre a terra se espalha, trazendo em parte a necessária alimentação, podem ver aí minha parcela de sutil cooperação; dos frutos como, e as sementes levo do ponto farto ao que carece de melhor vegetação. Livro as folhas da larva hostil, no ar caço o que dela nasce, e o risco certo de doença ponho ao longe. De vida própria, que tem na água o elemento natural, povoo os cursos onde bebo, levando a célula inicial, mas nem sempre tenho a sorte de alcançar o meu intento; veneno/marca da leviandade e lixo/sobra do mal-usado apontam o crime que lamento. Será por isso que hoje sou detento? Em busca do sonho da liberdade, risco o espaço, mas não levo aos ares, nas minhas asas, o fumo negro que envenena. Faz o mesmo quem me condena?
Na natureza, compondo o quadro de harmonia, minha plumagem em muitas cores dá o toque de alegria, mas, nesta cela, triste, fria, inconformado invejo as flores. Flores? Quem disse flores? Só mesmo quem, do mundo apartado, não vê que já feneceram, ou presas estão em vaso apertado. Ao lado da natureza e em paz com as criaturas, do PAI homem seria parceiro, vivendo sem aperturas; mas, invertendo a ordem de tudo, como não cair em desgraça? Por tudo isso e muito mais é que faltam pássaros no ar e sobram humanos na praça!...

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Água Andante (Neri França Fornari Bocchese) - PRATA NA CATEGORIA "PROSA"
 
 
Um rio – nada mais corriqueiro, neste país tropical, bonito por natureza e abençoado por Deus.
Águas de um rio ou riacho passam, assim como a vida, dia após dia. Aparentemente sendo sempre a mesma, mas nunca a mesmíssima água.
Águas caminham com rumo certo, definido pela declividade do relevo, sem precisar se preocupar quando chegar a uma encruzilhada, qual o caminho a seguir. Está tudo traçado. Seguindo a mesma direção, sem se cansar do trajeto, ele sempre apresenta novidades.
Um rio vai repetindo a paisagem, fazendo parte do quadro natural, o elemento essencial para o ciclo da vida. É sempre o mesmo rio, o mesmo leito as mesmas margens, mas a água que passa por entre as barrancas, nunca é a mesma. Já o sabiam os antigos gregos, quando diziam: “nunca se passa duas vezes pela mesma água”.
Poder-se-ia louvar a um rio, falando, agindo, com uma placa de bronze: “Bendito és tu que permites o progresso! Que zelas pela vegetação! Que regulas a chuva! Que equilibras e determinas a qualidade de vida”.
O rio é como o ser humano. Nasce frágil, apenas um filete, escondido no meio da mata ou do capim. Vai aos poucos recebendo outros. São os cuidados da natureza dispensados como se fosse uma criança indefesa. Pouco a pouco ele vai engrossando, vai sulcando o solo abrindo veredas, percorrendo o seu caminho. Um dos seus destinos é levar para longe o que vai encontrando, o que vão jogando em suas águas até o último destino quando chega ao mar. Dessa forma o seu potencial, aumenta, o seu volume, a sua vazão, o seu caminho se faz maior. Como a criança, chega à juventude, mais tarde a vida adulta.
É pelo rio que medimos a sabedoria de um povo, o grau de cultura de quem com ele convive. No passado, cativou o homem e este passou a viver nas suas margens. Ele determinou assim o local dos lugarejos. A humanidade cresceu, floresceu em volta de seus entornos. As primeiras grandes Civilizações surgiram, se edificaram nas úmidas planícies serpenteadas por um rio caudaloso.
As primeiras casas foram às palafitas, era o rio que dava segurança ao homem primitivo. Com certeza aquele local escolhido entre tantos era especial, despertava inveja nos seus pares, pela solicitude, pela importância que o manancial adquiria. Passava a ter um nome, a ser um ponto de referência. O conhecimento da localização geográfica não era mais só para as aves. Essas guiadas por um mapa todo próprio sabiam em quais árvores próximas ou distantes podiam fazer os seus ninhos. Onde e quando teriam alimentos em abundância. Os mamíferos guiados pelo faro ou pelo instinto encontravam o alimento farto, a água para matar a sede, banhar o corpo cansado. O local para dar a luz à ninhada.
O rio foi caminho seguro, era só seguir as suas águas, além de rumo certo, indicava sempre alguma a direção de ida e de volta. Não havia perigo de não encontrar o caminho. O alimento ficava garantido. Nas suas margens ficaram determinadas as primeiras estradas.
Hoje se faz o inverso. O rio agora é um estorvo. Precisa ser escondido, encaixotado com concreto. Não mais trás a vida, mas disputa o espaço com o homem, esse procura encurralá-lo. O rio que passa distante dos centros urbanos é um pouco mais feliz. Não se torna um esgoto natural dos homens civilizados. Mas nem por isso pode orgulhar-se e não possuir dejetos algum. Os chiqueirões, as esterqueiras e mesmo as privadas são junto as suas águas. Sem a mata ciliar, as lavouras deixam ir para dentro de suas águas os fertilizantes, as inseticidas e a terra potável. O homem pensa em lucro fácil, se dá o direito de plantar até quase no leito, esquece, porém que o ganho do di a de hoje é o prejuízo de amanhã. A vegetação determina e regula a quantidade de chuvas.
O homem esquece também que um rio é como uma teia, sendo teia está interligada e em algum trajeto acaba recebendo o esgoto da cidade e o do meio rural. Ajuntando assim os dois lixos. Essa é a água que acaba na sua torneira
Pobre rio, por ter como destino receber o que o homem não sabe onde jogar, sem poder dizer não, providencialmente nasce na montanha, vem serpenteado para o vale. Tendo por força de posição geográfica, acolher toda e qualquer água que para as suas margens se dirigem.
Como a teia da vida, não só a parte superficial, mas também as águas subterrâneas. Não pode ele exigir que as águas permaneçam para sempre nas entranhas da mãe Terra, assim elas se purificam. Depois de um bom tempo, bem filtradas, límpidas, mas principalmente puras, retornam ao manancial. Triste destino de quem começa nas alturas, necessariamente se dirige para as baixadas, aí acolhe e recolhe tudo aquilo que ninguém mais quer.
O rio vai emoldurando a paisagem, a torna bonita. Cativa todos os seres. O berço é sempre um lugar querido, cheio de saudade. A água trás a lembrança da evolução da humanidade, do tempo de gestação. O nascimento do homem se fez, se faz no aconchego da água. A vida depende da água.
As águas calmas convidam a um bom banho. As suas corredeiras são um desafio, fascinam. Servem de beleza para a alma. Elevam o espírito. Mas o rio, não é tido para o homem como um irmão, como o chamaria o grande Francisco de Assis, Irmão Rio.
Por ter sido, descaracterizado pelas civilizações em nome do progresso, já não é mais apreciado nem por sua beleza, nem por sua utilidade. Sepultados vivos, cheiram cada vez mais, o cheiro da imundice humana, não conseguem renovar a vida, assim mesmo, teimam em permanecer. O homem esquece ser o céu, o manto natural de um rio. Natural, seria ele refletir o azul celeste, ou o verde das matas ciliares.
Todo o rio, não é só um escoadouro, tem o seu papel social, tem a sua história. São eles caminhos, as estradas que andam. Felizes os que bem distantes da humanidade estão escondidos, protegidos, possuem águas límpidas.
Para o homem ainda resta tempo de aprender com o seu rumo, sempre na mesma direção. Não de forma linear, não na mesma planura, tão pouco na mesma temperatura, mudando muito de paisagem, mas com o rumo certo, traçado, seguido a qualquer custo. Ora cheio de meandros, outras vezes cheio de corredeiras, bem largo conforme a paisagem ou estreitando-se de acordo com os penhascos, mas sempre buscando o mar. Não escolhe país para percorrer ou desviar, não muda de nacionalidade. Só se curva as questões naturais. Podendo ter as suas águas congeladas ou quentes, mas sempre águas daquele rio. É tão fraterno, tão social que as águas todas se encontram nos oceanos com uma só nacionalidade, sem fronteiras, sem barreira s para separar este ou aquele. Nem a cor, nem a origem servem de motivo para qualquer segregação.
Enquanto o homem não aprende a lição, vai poluindo, vai jogando tudo o que não quer mais, quer se ver livre, nas águas. Até que um dia quem sabe, não muito distante, as águas não conseguirem mais rolar de tão grossas, não mais acalmarem pelo seu borbulhar, não mais serem refrescantes de tão ácidas, mal cheirosas. E aí não mais também vão matarem a sede, refrescarem o corpo cansado, a humanidade aprenda a lição que água é para purificar, é para aplacar o calor e, também gerar vida, embelezar a alma. Um rio é poesia. É uma cantiga de ninar. É um elo entre diferentes pontos. É o norteador da humanidade. É também a certeza da alimentação garantida.
A água, mata a sede lava o corpo, refresca o cansaço, irriga a plantação, além de garantir o ciclo da vida, batiza o Cristão.
Homens acordem enquanto há tempo, cuidem das águas com carinho, com muita ternura. Não matem a vida, para poderem continuar vivendo, brincando nas águas generosas de um rio. Quando eles se forem à humanidade será só um ponto de saudade!

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CARTA ABERTA À NATUREZA (Ana Isabel Mariano de Carvalho) - BRONZE NA CATEGORIA "PROSA"
 
Conheço-a desde que nasci, convivo com ela diariamente.
      Faz parte do alcançe da minha vista, desde pequena que a admiro pela sua beleza, pelas cores numa paleta sempre mutavel e com tons que o homem imita, pela variedade de paisagens e imagens que disfrutamos para nosso descanço e paz interior.
       Cresci conhecendo e aprendendo a viajar para variar a minha tranquilidade com as variadas visões cada vez mais longíquas e diferentes.
       Amar a natureza faz parte do ser humano, é amar a vida, o nascimento,o florescer da juventude, a certeza enraízada na maturidade e tambem acreditar que tal como as plantas na natureza morrem e renascem de novo, o ser humano tambem terá os seus ciclos de vida vários.
        O homem mais simples, nascido e criado no campo, ama a natureza sem muitas questões ou exigências, é o seu modo de amar, para ele a natureza faz parte da vida e a vida acontece pela natureza, ela flui numa corrente continua e eterna ...
        Mas os meus olhos vêm a diferença, o real que eu gostaria que fosse irreal na natureza agredida, mal tratada e humilhada.
         As raízes do campo e o respeito ao meio-ambiente perderam-se durante várias decadas e agora, mesmo que o despertar já se vá fazendo e todos clamem uma nova consciência ecológica, muitos danos já são irreparáveis.
         Talvez as mais perigosas agressões no passado à natureza tenham sido a revolução industrial com muito corte de madeira nas florestas do mundo ( além do carvão) e a procura do ouro que contaminou com mercurio os rios .
         Assistimos em nossas vidas ao desmatamento da Amazónia, o pulmão do mundo, à ganância dos madeireiros e à sua fúria louca com estratagemas complexos.
          Mas na Amazónia, as nações Índias vivem na natureza , caçam, pescam, tratam suas doenças com medicamentos de sua origem, conhecem 1.300 plantas com princípios medicinais e o homem branco usa apenas 90 delas ...
          Hoje nas farmacêuticas mundiais, 25% dos medicamentos são feitos com substâncias tiradas das plantas tropicais.
          Que fizemos nós, os "civilizados", os "pensadores inteligentes",os "culturalmente ativos" do mundo que nos rodeia?
          Aperfeiçoámos e facilitámos o nosso modo de vida, curámos e estendemos muito a vida humana, tomámo-nos de razões de justiça, de muitas e variadas causas, mas esqueçemos que o progresso ,se for descontrolado e desnorteado, traz a quebra dos elos das correntes diversas que existem na natureza pensada por Deus numa escala equilibrada de que nós não sentimos a falta,senão quando a perca já for irreparável!
         E agora, num mundo global onde as noticias e imagens nos chegam muito rapidamente a qualquer lugar onde nos encontremos, assistimos preocupados aos Tsunamis na Ásia, aos terramotos cada vez mais violentos no Haiti, na China, no próprio Brasil ou no Japão,aos fogos na Austrália e na CCalifórnia, aos ciclones na América e pelo mundo que destruem cidades, aos vulcões que lançam cinzas na Islândia e fazem fechar os espaços aéreos da Europa, o horror das centrais nucleares, o degelo dos glaciares, mas são desgraças essencialmente provocadas pela ganância de fazer o progresso pelo próprio homem , sem nos lembrarmos que todos os elos de vida animal e vegetal que nos acompanham nesta caminhada a que chamamos vida, são tão falíveis na sua continuidade e estabilidade, como nós somos no domínio sobre a terra ...
 

 

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