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ENTREVISTA COM NIJAIR ARAÚJO PINTO
ENTREVISTA COM NIJAIR ARAÚJO PINTO

ENTREVISTA COM NIJAIR ARAÚJO PINTO

 

 

  1. De onde você é?

Sou natural de Fortaleza, Ceará.

 

Quando você começou a se aventurar na literatura?

Desde a adolescência, ainda na escola.

 

Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores?

Meu avô era poeta de improviso, na mesma linha de Patativa do Assaré. No período em que morei com meu avô (um ano), diariamente acordava, ainda de madrugada, ouvindo modas de viola e desafios de violeiros.

 

O que aprendeu na escola o instigou a criar textos?

Muito pouco. Nunca tive incentivo em sala de aula, exceto no sexto ano, do professor de Português Eurides Dantas de Sousa.

 

  1. Você já leu muitas obras e lê frequentemente?

Sim, leio diariamente.

 

Que gêneros (poesia, contos, crônicas, romance) e autores prefere?

Atualmente, dedico-me à filosofia: José Ortega y Gasset, Nietzsche, Mário Ferreira dos Santos, Giovanni Reale e outros. Recentemente, reli a obra completa de Paulo Leminski, a obra completa de Ferreira Gular, estou lendo todos os contos de Clarice Lispector e ainda me delicio com a maravilha do livro Sapiens, de Yuval Noah Harari.

 

  1. Costuma fazer um glossário com as palavras que encontra por aí (em livros, na internet, na televisão etc.) e ir ao dicionário pesquisá-las?

Ir ao dicionário é hábito, quase mania. Não consigo ler sem anotar e consignar, nas páginas, as palavras mais rebuscadas – a intenção seria, também, a de facilitar a posterior leitura que minhas filhas, leitoras contumazes, farão posteriormente.

 

  1. Há escritores de hoje na internet (não consagrados pelo povo) que admira? Em sites, Academias de que de repente você participa etc.

Leio bastante textos publicados no Recanto das letras, mas quase nenhum autor em especial. Citaria apenas dois que, com mais frequência, visito e admiro. Um deles, inclusive, é um jovem anacrônico, que certamente repousa nos sonhos de sonetistas pretéritos, um garoto de qualidade literária rara, suave e perspicaz; misantropo e solitário. Trata-se do jovem Derek Castro – que merece ser lido. O outro seria meu amigo recantista Tony Bahia, excelente letrista e singular poeta.

 

  1. Você costuma participar de antologias?

Já participei de mais de 30 antologias nacionais. Estou em várias antologias da CBJE e em alguns livros do projeto Poesias encantadas, do meu amigo Luciano Becalete. Inclusive, meu livro mais recente, “Descompondo”, foi lançado pela Editora Becalete.

 

Acha-as algo interessante?

Excelentes experiências. Infelizmente, faz algum tempo que não participo, por ter voltado minhas energias para a publicação dos meus livros.

 

Participaria de uma se eu a lançasse?

Sim, talvez participasse.

 

  1. Você é membro de Academias de Letras? Aceitaria indicações para ingressar em Academias de Letras como membro?

De nenhuma. Já recebi alguns convites, mas quando vejo o valor das taxas acabo desistindo. Tenho a ilusão, talvez, de que pertencer a academias deva ser por mérito e não o resultado de pagamento de taxas.

 

  1. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente?

Tenho mais de dois mil textos e faz algum tempo que escrevo diariamente, de tudo um pouco. Lancei oito livros, tenho mais cinco no prelo e outros dez em fase de compilação.

 

  1. Você tem dificuldade de escrever em prosa, em verso?

Nenhuma. Transito com certa facilidade nos dois campos – não sei se com qualidade, mas faz muito bem escrever.

 

  1. Você possui algum lugar onde publica textos virtualmente? Qual?

Sim. Recanto das letras e no kdfrases.

 

  1. Que temas prefere escrever? Prefere ficção ou o que vivencia e vê no dia a dia?

Depende do “estilo” literário. Poesias, faço das experiências, a pedido, ficcionalmente. Prosa, busco temáticas do dia a dia, preferencialmente.

 

  1. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Está envolvido com outro tipo de arte (é pintor, músico, escultor?)

Sou músico e componho. Tenho trabalhos publicados com bandas musicais e autorais, em trabalho solo. Toco violão, guitarra, contrabaixo e um pouco de teclado. A arte é fascinante e alento para a alma.

 

  1. Que retorno você espera da literatura para si mesmo no Brasil? E em nível de mundo?

Tenho livros adotados em escolas de Fortaleza e interior do estado. Já participei e fui premiado em alguns concursos nacionais e internacionais de literatura. Ganhei o Augusto  dos Anjos, inclusive. Infelizmente, o caminho é árduo e as condições para escrever são as piores possíveis. As editoras não acreditam em novos autores, via de regra. Portanto, vou escrevendo e construindo minha personalidade literária. Se em algum instante no futuro houver reconhecimento, maravilha; se não, fui feliz por ter deixado algo que transcende a materialidade.

 

  1. Você acha que o brasileiro médio costuma ler?

Não temos o hábito da leitura. Aqui ao nosso lado, na Argentina, o prazer pela leitura, teatro, arte é algo inimaginável para a realidade brasileira atual. Não somos estimulados para a arte – os que gostam, são aventureiros abnegados que buscam o conhecimento por conta própria.

 

Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade?

Estamos na era do fast food, num ‘mundo líquido’, onde quanto pior melhor. A música brasileira está na UTI, não temos referências atuais e tudo surge e sucumbe muito rapidamente. As “estrelas” que brilham nos palcos do nosso país nunca deveriam ter saído da escuridão. Raríssimas exceções, são meros repetidores de lixo que levam multidões ao delírio, rumo ao caos, diante da arte vazia e inócua.

 

  1. Você costuma registrar seus textos na FBN antes de publicá-los? Sabe da importância disso?

Meus registros são feitos por ocasião da publicação dos livros. Da fonte de onde brotaram dois mil, brotarão muito mais. Se alguém se apoderar, publique. Faço mais! Se alguém reivindicar a autoria do que fiz, a arte tem digitais – provarei o meu DNA.

 

  1. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade?

Sim. Oito livros. Faço tiragem de até duzentos exemplares. A dificuldade é imensa, mas foram todos vendidos. Quando não, recuperado o investimento, presenteio os demais. A ideia é divulgar a obra e não ficar rico. No tempo certo, se tiver que acontecer, acontecerá.

 

  1. Já conhecia o poeta-escritor Oliveira Caruso (desculpe-me... Esta pergunta é padrão para quem participa de meus concursos literários)?

Sim. Já mantivemos contatos via e-mail e por telefone. Numa das oportunidades, quase participo de uma das suas antologias, mas, repito, optei por publicar livros por conta própria.

 

  1. Você trabalha com literatura inclusive para aumentar sua renda ou a leva como um delicioso hobby?

Delicioso hobby!

 

  1. Você trabalha(ou) fora da literatura?

Sou tenente coronel do Corpo de Bombeiros, comandante do Quartel de Bombeiros da cidade de Iguatu, no interior do Ceará, região Centro-Sul do Estado. 

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