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ENTREVISTA COM MITIKO YANAGA UNE
ENTREVISTA COM MITIKO YANAGA UNE

ENTREVISTA COM MITIKO YANAGA UNE

 

  1. De onde você é? Quando você começou a se aventurar na literatura? Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores? O que aprendeu na escola o instigou a criar textos?

Paulista de Bastos. Mas moro no Rio de Janeiro desde 1960.Quando recebi o primeiro livro lá em 1945 quando estava alfabetizada, disse ao papai que gostaria de escrever um livro. Papai me disse que teria de estudar muito para isso.

 

  1. Você já leu muitas obras e lê frequentemente? Que gêneros (poesia, contos, crônicas, romance) e autores prefere?

Li muito no passado. Devorei livros infantis e adulta li os da atualidade do momento.Mas eu trabalhava no IBGE e tinha de concentrar minha leitura em livros geográficos. 

 

  1. Costuma fazer um glossário com as palavras que encontra por aí (em livros, na internet, na televisão etc.) e ir ao dicionário pesquisá-las?

Não faço glossário.

 

  1. Há escritores de hoje na internet (não consagrados pelo povo) que admira? Em sites, Academias de que de repente você participa etc.

Cuidando do meu marido e participando da vida dele, não me sobra tempo

 

  1. Você costuma participar de antologias? Acha-as algo interessante? Participaria de uma se eu a lançasse?

Sim. Participo sempre que sou convidada.

 

  1. Você é membro de Academias de Letras? Aceitaria indicações para ingressar em Academias de Letras como membro?

Aceito, caso não tenha de me deslocar muito.

 

  1. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente?

Iniciei a escrever textos geográficos desde os anos sessenta em publicações do IBGE. Como profissional, participei de encontros geográficos apresentando trabalhos desenvolvidos por mim na área clima e agricultura. O meu maior orgulho profissional foi ter sido convidada para escrever para a revista alemã Geojournal sobre clima e agricultura. Agradeci e disse que não sabia escrever em inglês e eles me disseram que eu teria um tradutor. Fui uma das poucas na instituição a ter publicado nessa revista top. Aposentada, fui convidada a escrever verbetes sobre o Brasil para uma enciclopédia japonesa. Fui convidada a participar do encontro sobre trabalho escravo no Departamento de sociologia da UFRJ, em 2008, apresentando trabalho que foi publicado na Colômbia.

Enquanto isso, decidi escrever a história do meu avô materno: Seiji Shimoide e lancei no ano de 2008

Decidi escrever contos e enviei para o concurso Talentos da Maturidade do Banco Real. Fui bem aceita.

Participei de um concurso literário do IBGE, e o meu conto foi premiado. Zélia Fernandes foi uma das coordenadoras e foi ela quem me ingressou como escritora.   

 

  1. Você tem dificuldade de escrever em prosa, em verso? 

Não tenho dificuldade. o Dificil é pensar escrever sobre o quê.

 

  1. Você possui algum lugar onde publica textos virtualmente? Qual? 

Não.

 

  1. Que temas prefere escrever? Prefere ficção ou o que vivencia e vê no dia a dia?

Adoro teatro, mas fico limitada a frequentar, devido ao meu marido. Adoro visitar museus e ver pintura. Mas só pinto o sete. Minha casa tem muitos quadros e meus filhos reclamam, dizendo que são quadros demais. Sou presenteada com pinturas japonesas.

 

  1. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Está envolvido com outro tipo de arte (é pintor, músico, escultor?)

Não espero retorno da literatura. Escrever tem sido um prazer. Adoro receber críticas dos meus textos. São sempre construtivas. Sou geógrafa e aprendi, ao redigir, que todo texto tem: introdução,dados, justificativa objetivo e conclusão.

 

  1. Que retorno você espera da literatura para si mesmo no Brasil? E a nível de mundo?

Não espero retorno de reconhecimento. Mas fico feliz com as críticas. Estou com 83 anos de idade, então não tenho muito a contribuir no mundo das letras.

 

  1. Você acha que o brasileiro médio costuma ler? Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade?

Andando no metrô, eu vejo pessoas lendo e acredito que muitos leem.

 

  1. Você costuma registrar seus textos na FBN antes de publicá-los? Sabe da importância disso?

Já registrei os meus livros. Não sabia da necessidade de registrar textos.

 

  1. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade? 

Tenho três livros solo: Seiji Shimoide em busca do eldorado brasileiro, Yumê e Anos cinquenta. Agora me concentro escrevendo o livro da minha família: Éramos oito.

 

  1. Já conhecia o poeta-escritor Oliveira Caruso (desculpe-me... Esta pergunta é padrão para quem participa de meus concursos literários)?

Não conhecia não. (Entrevistador.: Você se esqueceu de que somos confrades há anos e frequentamos juntos algumas academias, amiga? Sou eu, querida colega, o atual Presidente da Academia Brasileira de Trova, que você tanto frequenta. kkkk).

 

  1. Você trabalha com literatura inclusive para aumentar sua renda ou a leva como um delicioso hobby?

Literatura é um hobby para mim. Mas me ajuda demais psicologicamente, em função do tipo de vida que levo.Como geógrafa aposentada, eu me interessei por várias coisas: fiz curso de interpretação de sonhos, de numerologia, de grafologia, quiromancia e de tarô cigano. Agora não faço mais nada disso.Saí em busca de um novo ramo de saber.                  

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