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ENTREVISTA COM FRANCISCO FERREIRA (PETRONIO)
ENTREVISTA COM FRANCISCO FERREIRA (PETRONIO)

  1. De onde você é? Quando você começou a se aventurar na literatura? Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores? O que aprendeu na escola o instigou a criar textos?

 

Sou de Santo Antônio do Norte (Tapera), distrito de Conceição do Mato Dentro (MG), que está na rota da Estrada Real, criado até os 8 anos na Fazenda Boa Vista. Gosto de crer que eu escreva desde sempre, fui alfabetizado pela minha mãe, antes dos 6 anos de idade e sempre compus as minhas histórias. Comecei a escrever poemas na adolescência, por volta dos 13 ou 14 anos, aos 31(em 1999), participei do 1° concurso e nunca mais parei. Na casa dos meus pais sempre se leu muito, minha professora do 2° ano do fundamental exigia uma “composição” toda semana e, para quem já tinha tendência, foi inevitável apaixonar-me pela literatura.

 

  1. Você já leu muitas obras e lê frequentemente? Que gêneros (poesia, contos, crônicas, romance) e autores prefere?

 

Leio todos os dias, já li praticamente todos os clássicos da literatura nacional e muitos internacionais. Atualmente leio quase que apenas poesia de autores novos e desconhecidos, onde encontro terreno fértil para a minha própria criação. Meus autores preferidos (entre os clássicos) são Guimarães Rosa, Adélia Prado, Drummond, Manoel de Barros – de quem sou devoto -.

 

  1. Costuma fazer um glossário com as palavras que encontra por aí (em livros, na internet, na televisão etc.) e ir ao dicionário pesquisá-las?

 

Tenho mania de dicionários e cadernos espalhados pela casa toda. Não só pesquiso palavras desconhecidas, quase que instantaneamente, como coleciono frases e curiosidades. Sou pesquisador amador de ditos e expressões populares. E diversas vezes estes cadernos serviram-me de inspiração.  

 

  1. Há escritores de hoje na internet (não consagrados pelo povo) que admira? Em sites, Academias de que de repente você participa etc.

 

Sim, tenho! E tenho vários e, por ter muitos, não vou nomeá-los para não cometer injustiça, traído pela memória.

 

  1. Você costuma participar de antologias? Acha-as algo interessante? Participaria de uma se eu a lançasse?

 

Participo de mais de uma centena de antologias. Partindo da premissa de que “escritor que não publica, morre”. O grande problema que vejo em algumas antologias é que, diversas vezes, têm obras muito boas ao lado de obras de menor qualidade. Já me ocorreu pensar: “ o que este poema meu está fazendo no meio destes outros”, tanto no sentido de julgar o meu um pouco melhor, como um tanto pior. Mas independente disto, continuo participando e participaria de uma antologia organizada por você.

 

  1. Você é membro de Academias de Letras? Aceitaria indicações para ingressar em Academias de Letras como membro?

 

Faço parte de academias e associações de escritores e artistas no RS, RJ, SP, MG, ES e BA.  Aceitaria ingressar de bom grado.

 

  1. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente?

 

Não. Não faço a menor ideia, perdi muita coisa escrita e publicada, diplomas e certificados, medalhas e troféus em duas mudanças em 2009 e 2013, com perda de pen-drives e problemas técnicos em PCs. Creio que tenha mais obras na internet, do que ao meu alcance. Não escrevo com a mesma regularidade, às vezes escrevo compulsivamente, noutras faço hiatos de criação. Atualmente, tenho escrito de 2 a 3 textos todos os dias, pelo menos.

 

 

  1. Você tem dificuldade de escrever em prosa, em verso?

 

Eu escrevo mais em verso, sou meio preguiçoso para a prosa.

 

  1. Você possui algum lugar onde publica textos virtualmente? Qual?

 

Publico em diversos blogs, meus e de terceiros. Mas tenho repensado isto. Para que se tenha visibilidade nestes blogs, tem-se que manter em dia o “toma lá, da cá”, através de comentários nos textos dos outros e nem sempre sobra-me tempo para este regalo. 

 

  1. Que temas prefere escrever? Prefere ficção ou o que vivencia e vê no dia a dia?

 

Faço de uma frase de Bukowski, a minha profissão de fé na literatura: “ Eu só existo. Daí, mais tarde, eu tento me lembrar de umas coisas e coloco-as no papel”. Não acredito na ficção total de nenhum texto. A gente escreve o que vive ou que tem vontade de viver.

 

  1. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Está envolvido com outro tipo de arte (é pintor, músico, escultor?)

 

Amo artes plásticas, leigamente; fiz teatro amador na juventude, ouço muito músicas.

 

  1. Que retorno você espera da literatura para si mesmo no Brasil? E a nível de mundo?

 

O único retorno que espero é notoriedade, reconhecimento.

 

  1. Você acha que o brasileiro médio costuma ler? Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade?

 

A minha experiência como funcionário público na área de educação me leva a crer que não. A tecnologia também influencia muito, as crianças de hoje não têm o hábito saudável de ir a bibliotecas, de pesquisar em livros e enciclopédias. Eu tenho cinco filhos, as duas mais velhas que nasceram antes da globalização do computador, tablets e celulares, são leitoras frequentes, já os três mais novos, apesar de todo o meu esforço, não o são.

  

  1. Você costuma registrar seus textos na FBN antes de publicá-los? Sabe da importância disso?

 

Sei da importância disto, mas não tenho este hábito.

 

  1. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade? 

 

Ainda não. Pretendo editar em 2017.

 

  1. Já conhecia o poeta-escritor Oliveira Caruso (desculpe-me. Esta pergunta é padrão para quem participa de meus concursos literários)?

 

Nos conhecemos neste ano de 2016, embora eu já tivesse “tropeçado” em seu nome em diversos canais de divulgação.

 

  1. Você trabalha com literatura inclusive para aumentar sua renda ou a leva como um delicioso hobby?

 

Tenho como um delicioso hobby, embora, faça alguns trabalhos de redação.

 

  1. Você trabalha(ou) fora da literatura?

 

Sim. Sou funcionário público estadual.

 

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