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ENTREVISTA COM EVANDRO RODRIGUES
ENTREVISTA COM EVANDRO RODRIGUES

ENTREVISTA COM EVANDRO RODRIGUES

 

  1. De onde você é? Quando você começou a se aventurar na literatura? Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores? O que aprendeu na escola o instigou a criar textos?

 

R: Sou de São Gonçalo-RJ e estou radicado em Caucaia-CE, desde 2012. Sempre gostei de escrever, mas nunca me dei conta de que gostava, rs, pois sempre tive uma paixão pelos números. Aos 18 anos, quando comecei a trabalhar como instrutor de informática e vieram tantas novidades, uma me chamava atenção: o papel de parede. Nele eu escolhia imagens de mar, sol se pondo, jardins e casais apaixonados em caricatura. Um dia me peguei escrevendo para uma imagem e inspirado na mesma. Coloquei o texto sobre a imagem e daí em diante, deslanchou minha inspiração para a escrita, não só nos papeis de parede, mas em tudo o que me chamava atenção na vida real. Pude curtir muito mais as praias, prédios, contemplar a beleza humana, animais, as igrejas etc.

Como visto antes, não sofri qualquer uma influência de parentes, mas de um colega de trabalho que fazia o mesmo com os papeis de parede. Parecia brincadeira o que fazíamos com as imagens e os textos, expondo nos desktops do curso. As pessoas gostavam e queriam sempre ler. A cada nova aula, a maioria dos alunos queria fazer a leitura antes de iniciar a aula, rs.

Confesso que a escola tradicional não me ajudou no construtivismo, pois era tradicional.

Aos 25 anos, tardiamente, entrei na faculdade de matemática e um professor de Língua Portuguesa, muito dinâmico, inteligente e observador, percebeu minha agilidade e desenvoltura para criar textos nos moldes que ele pedia. O mesmo tentou várias vezes conversar comigo, para me convencer a mudar para Letras, mas resisti. Ele me elogiava muito e sempre se encantava com minhas criações em aula e ao vivo. Um dia, quando pediu que a turma criasse um texto, baseado em dois sugeridos por ele, levei 5 minutos para ler os dois e criar o meu. Ele, extasiado, disse: você é muito talentoso, memorialista, centrado, entre outros adjetivos; daí ele fez uma dedicatória em meu caderno e me comparou ao grande Carlos Drummond de Andrade, fato que me marcou muito, e ainda usou a seguinte frase: “não desista, Drummond também já foi anônimo!”

 

 

  1. Você já leu muitas obras e lê frequentemente? Que gêneros (poesia, contos, crônicas, romance) e autores prefere?

 

Confesso que comecei a ler com frequência, após ter publicado meu segundo livro – Amar com Poesia, em 2015. Gosto muito de ler poesias, prosas, crônicas, romances, livros de psicologia, tragédia estilo “Romeu e Julieta” entre outros.

Ano passado-2017, consegui ler cerca de 57 livros, visto que tenho 3 turnos de aula, o que me inviabiliza ler mais.

 

 

  1. Costuma fazer um glossário com as palavras que encontra por aí (em livros, na internet, na televisão etc.) e ir ao dicionário pesquisá-las?

 

Costumo sim. Principalmente com palavras diferenciadas, óbvio, rs. Gosto muito dos livros do Padre Fábio de Melo, por me obrigar a ler com um dicionário ao lado e me instigar a mergulhar na mesma leitura, por várias vezes, pois são bem reflexivas nos campos filosófico, psicológico, antropológico e religioso.

O glossário, ainda não organizei como “arquivo”, mas as palavras  estão grifadas e escritas em algumas agendas que carrego comigo e cujo prazo anual expirou.

Obs.: o glossário nos ajuda muito nas pesquisas, no conhecimento de novas palavras e na fixação das mesmas.

 

 

  1. Há escritores de hoje na internet (não consagrados pelo povo) que admira? Em sites, Academias de que de repente você participa etc.

 

Ainda não participo oficialmente de nenhuma academia. Participo das reuniões da ALMECE- Associação dos Escritores dos Municípios do Ceará, onde admiro muito um acadêmico, por sua modéstia, forma de escrever, jeito de se expressar e sabedoria ao se calar. O nome dele é Pio Barbosa.

Apesar de ele ter uma forma de escrever tão diferente da minha, é um acadêmico de muitos recursos literários e de palavras rebuscadas.

Ainda estou engatinhando na literatura e em fase de construção e modelação.

 

 

  1. Você costuma participar de antologias? Acha-as algo interessante? Participaria de uma se eu a lançasse?

 

Comecei a participar a partir do segundo semestre de 2017. Estou tendo êxitos em meus textos e recebendo até mais “reconhecimentos” e aprovações, do que imaginei. Quando coloquei a palavra entre aspas, foi porque não deixo subirem à cabeça tais aprovações e honrarias, mas confesso que me impulsiona muito mais a escrever. É uma forma de sabermos de / termos forças interiores de acordo com as quais estamos sendo avaliados e no caminho certo, digamos assim.

Participaria não, já me inscrevi em seus concursos e já confirmo participação em todas as que me forem possíveis. Será um prazer para minha pessoa.

Agradeço o convite, Paulo Caruso!

 

 

  1. Você é membro de Academias de Letras? Aceitaria indicações para ingressar em Academias de Letras como membro?

 

Ainda não, mas com certeza eu aceitaria sim. Seria uma honra e uma forma de eu poder colaborar ainda mais com o meio literário e externar tal honraria para meus alunos adolescentes, para que os mesmos passem a ter gozo pela leitura e consequentemente, pela escrita. Nunca utilizei desculpas o fato de lecionar matemática, pois tento agregar a poesia à matemática. É muito surpreendente da parte dos alunos quando aprendemos matemática dessa forma, mesmo que não usemos os números, regras matemáticas, expressões etc, mas vemos o interesse dos alunos que talvez não tenham tido tal interesse para leitura e escrita nas aulas de outras disciplinas. Isso me deixa muito feliz.

 

 

  1. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente?

 

Comecei a escrever em 1998, mas parei e voltei a escrever em 2009; como não tinha compromisso literário, escrevia e parava. Ininterruptamente, apenas depois de 2012. Não contei ainda, rs, mas imagino ter mais de 400 textos por baixo.

 

 

  1. Você tem dificuldade de escrever em prosa, em verso? 

 

Graças a Deus, não. É um dos meus fortes, pois é o que gosto de fazer. Não sei se agrado a muitos, mas escrevo sempre que posso.

 

 

  1. Você possui algum lugar onde publica textos virtualmente? Qual? 

 

Publico em minha Fan Page, no mural do Facebook e dois fã-clubes que tenho. Estou demorando a criar meu blog. Escrevo poemas soltos, mas pretendo também escrever e publicar em PDF.

 

 

  1. Que temas prefere escrever? Prefere ficção ou o que vivencia e vê no dia a dia?

 

Prefiro o que vivo e vivi no dia a dia, mas às vezes o poeta surta e acaba escrevendo algo, reportando lugar, personagem e histórias nunca vivenciadas antes, nem por filme.

Gosto muito da realidade e dos exemplos experienciados, pois levo o leitor à reflexão e muitos se identificam pela história de vida parecida com tal escrito. Isso não tira o mérito e importância da ficção. Quem saiba um dia estarei escrevendo ficções? Como falei antes, o poeta e/ou escritor, surta, rs!

 

 

  1. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Está envolvido com outro tipo de arte (é pintor, músico, escultor?)

 

Pergunta desafiadora para mim. Gosto muito de visitar museus, igrejas históricas, me fazer presente em apresentações musicais, aprecio artes plásticas... Confesso ser encantado com pintura em tela e apreciador ferrenho da “boa música”, mas não sei pintar, nem sou músico e nem escultor.

Meu trabalho é voltado para escrita e oratória com apresentações e palestras para escolas, igrejas, turmas de faculdade e Centros Culturais.

Estou sempre aberto a convites, pois amo interagir. Aprendo demais com as pessoas.

 

 

  1. Que retorno você espera da literatura para si mesmo no Brasil? E a nível de mundo?

 

Todo poeta é um sonhador. Espero que através da literatura possamos ter cidadãos mais críticos e humanos com as questões sociais e políticas para uma mudança, não digo radical, mas mesmo como processo de osmose, tendo a mudança nesse sentido mencionado, possamos ver a mudança de pensamento dos brasileiros, o gosto e valorização das Obras nacionais e naturalmente a mudança na sociedade.

Muito me incomoda na cidade onde resido não ter NENHUMA LIVRARIA. Moro numa cidade ao lado da capital que tem todo o aparato literário, no que tange à literatura e aqui nada. É uma cidade enorme em extensão territorial. É a única que possui quatro climas no Ceará: praias, sertão, interior e serras. Tem cerca de 300 mil eleitores, mas não vejo incentivo à cultura e nem eu, indo buscar, consegui alguma coisa.

A nível mundial, sonho com a humanização do homem, o respeito, o diálogo e a troca de experiências com países que estão bem à frente e países a que sequer vemos acesso.

A sociedade precisa ser mais sensível e humana, afinal, somos seres humanos.

 

 

  1. Você acha que o brasileiro médio costuma ler? Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade?

 

De forma geral, o brasileiro não costuma ler. Com a globalização e o uso exacerbado das redes sociais, parece que o que se vê são comentários em cima de manchetes, frases curtas e tendenciosas. Não costumo perceber que houve leitura e pesquisa da matéria veiculada em quaisquer meios de comunicação para serem emitidas centenas e milhares de comentários sobre.

Os meios de comunicação, em sua maioria, são ótimos para alienação, quando deveriam ser bem utilizados para um novo despertar crítico de cada cidadão.

Culpa? Só com a conscientização das pessoas que fazem uso de tais meios e assistem a telejornais, como também de quem fala: “destesto política... nem me meto com isso... tudo ladrão, entre outras falas, poderemos sonhar com uma mudança de comportamento. Consequentemente haverá uma valorização aos autores nacionais.

 

 

  1. Você costuma registrar seus textos na FBN antes de publicá-los? Sabe da importância disso?

 

Os meus 3 livros têm registros na Fundação Biblioteca Nacional. Fiz antes de publicá-los, visando justamente a resguardar os direitos autorais do que escrevi. Cada autor deveria fazer o mesmo, mas entendemos que muitos não podem, mas querem publicar seus sonhos e outros podem, mas dizem que, mesmo registrando, não terão segurança se outro utilizar seu texto. Como não? Ali não tem data e horário do registro.

Pediria depois uma explicação do grande advogado literário, Dr. Paulo Caruso.

Aproveitando o ensejo, não sei como proceder com textos isolados para registrar. Não quero em cartório, mas num local em que fique resguardado.

Os ISBN´s estão em cada Livro meu.

Obs: acho que poderíamos ter um incentivo, a fim de que os valores de registros baixassem para incentivar os anônimos e novos excelentes escritores. Será que estou pedindo muito?

 

 

  1. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade? 

 

Tenho 3 livros:

- Momentos apaixonados Escritos em Poesia;

- Amar com Poesia;

- Bullying, estou fora! (infanto-juvenil)

Confesso que o maior desafio para o escritor não é escrever nem publicar, mas conseguir levar e convencer o brasileiro a adquirir sua Obra, mesmo que as críticas venham. Isso é normal e bom para o aprimoramento, mas NÃO é fácil vender livros!

 

 

  1. Já conhecia o poeta-escritor Oliveira Caruso (desculpe-me... Esta pergunta é padrão para quem participa de meus concursos literários)?

 

Não. Conheci agora num grupo literário de zap, onde percebi o quanto inteligente, comprometido, atencioso, humano e talentoso é. Está sendo um prazer trocar vivências, mesmo à distância.

Gosto do seu jeito de tratar as pessoas e da forma com que se utiliza para valorização das mesmas e, em âmbito literário, da forma com que coloca os poetas para cima.

Sou suspeito para falar, mas fiquei muito honrado com o Certificado “Mérito Cultural da ABT-2018” que o senhor me concedeu. Eu não esperava. Isso mostra a grandeza desse ser humano, profissional das letras e grande incentivador da literatura.

Espero sedimentar nossa amizade por longos e longos anos dessa passagem na terra, chamada VIDA.

 

 

  1. Você trabalha com literatura inclusive para aumentar sua renda ou a leva como um delicioso hobby?

 

Sou professor. Atualmente do município de Fortaleza-CE. Os  livros me levam para muitos lugares a que eu nunca me imaginara ir. Digo, saindo de casa, rs. Tento fazer um trabalho profissional, mas tem hora que é desanimador continuar.  Mas, como delicioso hobby, eu persisto, mesmo sabendo que tento levar bem a sério e, ao mesmo tempo, fazendo o que gosto, vira um hobby natural.

Graças a Deus, tenho colhido alguns bons frutos. Livro nesse país não sustenta família e nem paga contas de uma forma geral.

 

 

  1. Você trabalha(ou) fora da literatura?

 

Sim, sou professor de matemática e estou fazendo uma segunda Graduação, em Pedagogia.

 

Evandro Ferreira Rodrigues

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