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ENTREVISTA COM ANTÔNIO CABRAL FILHO
ENTREVISTA COM ANTÔNIO CABRAL FILHO

  1. De onde você é? Quando você começou a se aventurar na literatura? Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores? O que aprendeu na escola o instigou a criar textos?

Resposta: Sou de Jampruca, ex-distrito do município de Frei Inocêncio – MG, nascido em 13 de agosto de 1953. Aventurar-me na literatura mesmo foi na década de 70, em contato com a Poesia Marginal Carioca – Cacaso, Chacal, Ana Cristina Cesar, Leila Miccolis – Revista Nuvem Cigana, O Trote etc. As influências são diversas, devido à ansiedade para entender esse mundo di...verso. A poesia em versos livres, as formas fixas, as escolas literárias, tudo isso me instigou muito e eu me joguei de cabeça nos estudos, tentando dar conta, como se isso fosse possível.

 

  1. Você já leu muitas obras e lê frequentemente? Que gêneros (poesia, contos, crônicas, romance) e autores prefere?

Resposta: Eu leio de tudo, de  tudo mesmo. Desde os épicos Ilíada, Odisseia, E o Vento Levou, passando pela aventura, policial, mistério, terror etc. Não passa nada.

 

  1. Costuma fazer um glossário com as palavras que encontra por aí (em livros, na internet, na televisão etc.) e ir ao dicionário pesquisá-las?

Resposta: Quando acontece o surgimento de uma palavra nova, vou direto  pesquisá-la.

 

  1. Há escritores de hoje na internet (não consagrados pelo povo) que admira? Em sites, Academias de que de repente você participa etc.

Resposta: Muitos, muitos mesmo. O fator internet ajudou demais no aparecimento dos novos escritores; mas quem será GRANDE só o tempo dirá. Basta que acreditemos e que tenham chances de se apresentarem.

 

  1. Você costuma participar de antologias? Acha-as algo interessante? Participaria de uma se eu a lançasse?

Resposta: Há uma banalização da palavra ANTOLOGIA. Eu mesmo faço uso disso. Chamo de antologia qualquer pacote de poesia em qualquer forma poética: haicais, trovas, versos livres etc. Isso é ruim, mas apenas momentaneamente. A peneira do tempo resolverá...

 

  1. Você é membro de Academias de Letras? Aceitaria indicações para ingressar em Academias de Letras como membro?

Resposta: Não sou membro de academia nenhuma; pelo menos dessas academias formalistas, concebidas segundo o modelo da Maçonaria. (Veja que escrevi Maçonaria com letra Maiúscula, por respeito a ela). Não entendo por que misturar a literatura com o mundo de uma sociedade secreta, que tem objetivos desconhecidos, e  isso pode ser observado inclusive na Academia Brasileira de Letras. Ninguém diz que Machado de Assis foi influenciado por esses princípios, uma vez que o positivismo prevalece. A minha divergência é de fundo filosófico, pois acredito na produção cultural como espírito da sociedade e não como algo fruto do direcionamento ideológico, venha de onde vier.

 

  1. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente?

Resposta: escrevo, conscientemente, há quarenta anos. A quantidade de textos escritos não dá para contar. São pastas de haicais, de trovas, de contos, de crônicas... E não pára.

 

  1. Você tem dificuldade de escrever em prosa, em verso? 

Resposta: Há fatores que interferem na cabeça do escritor na hora de iniciar um texto, mas eu não chamo de dificuldade. Depende do modo como ele se relaciona com o tema, do jeito como um chega ao outro, como num namoro, que às vezes prospera e às vezes não.

 

  1. Você possui algum lugar onde publica textos virtualmente? Qual? 

Resposta: Publico normalmente nos meus blogs. E devido à diversidade das formas, fui obrigado a criar blogs de contos, de crônicas, de haicais, de trovas, de versos livres, de sonetos, de aldravias e um sem número de revistas virtuais, onde compartilho aquilo que eu encontro de melhor, em todos os gêneros. O melhor meio de chegar a esses blogs é acessando o meu perfil literário: Mafuá Do Malungo Cabral.

 

  1. Que temas prefere escrever? Prefere ficção ou o que vivencia e vê no dia a dia?

Resposta: Escrevo sobre qualquer coisa. E toda a minha produção é fruto da vivencialidade. Não planejo, não roteirizo, não ponho nada na cabeça de modo pré-concebido.

 

  1. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Está envolvido com outro tipo de arte (é pintor, músico, escultor?)

Resposta: Apreciar eu aprecio. Adoro artes plásticas, sou louco pelo expressionismo, mas não me pergunte nada no campo teórico. Música é difícil alguém não gostar, mesmo enquanto ouvinte, como é o meu caso.  Só toquei na parada de 7 de setembro de 1967.

 

  1. Que retorno você espera da literatura para si mesmo no Brasil? E a nível de mundo?

Resposta: Não tenho ilusões com o retorno financeiro. Prefiro ver 15.000 acessos a um texto e saber que não vendo nenhum livro do que ficar forçando barra pra vender impresso. Enquanto ex livreiro, pude constatar a força das novas tecnologias na liberdade de escolha das pessoas. E faço votos de que isso progrida infinitamente. Não me importa se a criança está lendo em papel ou tablet. Importa é estar lendo.

 

  1. Você acha que o brasileiro médio costuma ler? Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade?

Resposta: Aí existe um grande problema: Você conhece o Acordo MEC-USAID feito pela ditadura militar com o governo norte-americano em que o ensino brasileiro abandona o conceito de aprendizado contínuo, ligando o ensino básico ao médio  e este ao superior sem cortes, onde a avaliação do estudante ocorre dentro das instituições em que ele viveu e não como agora. Antes, se estudava para SABER, sem foco no mercado, e hoje o brasileiro com poucos recursos não pode ir adiante nos estudos porque tudo virou resultado. Competente é quem teve nota alta, sem disponibilizar ao aluno as mesmas condições. Daí não temos como almejar um país leitor quando todos são jogados pra fora da escola, inclusive parcelas da classe média. Quanto ao que vai ler, do que ele gosta, vai depender do seu modo de absorção de prazer, do seu gosto, do seu tempo disponível.

 

  1. Você costuma registrar seus textos na FBN antes de publicá-los? Sabe da importância disso?

Não. Não costumo registrar e sei da importância disso, mas acho muito pouco aconselhável alguém me plagiar ou se apropriar de um texto meu, até por questões ideológicas, pois a maioria não tem disposição para bancar a defesa dos oprimidos no texto literário. Por exemplo: quem quer plagiar Máximo Gorki, Bertolt Brecht, Maiacoviski, Vitor Hugo, Lima Barreto, Solano Trindade? Dou uma cocada a quem quiser fazer isso.

 

  1. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade? 

Resposta: Tenho quatro livros de poesias publicados, que foram relativamente bem vendidos em eventos produzidos por mim. Mas com a descoberta do e-book eu parei com o IMPRESSO. Estou com dois à venda no AGBOOK.

 

  1. Já conhecia o poeta-escritor Oliveira Caruso (desculpe-me... Esta pergunta é padrão para quem participa de meus concursos literários)?

Resposta: Claro! Oliveira Caruso é uma marca de produção cultural que não pára de crescer. Enquanto ex livreiro, agitador cultural e poeta militante, fica impossível não encontrar um irmão.

 

  1. Você trabalha com literatura inclusive para aumentar sua renda ou a leva como um delicioso hobby?

Resposta: Trabalho com literatura por necessidade vital, vendendo ou não. Ela é minha alma, é a superação do profissional que põe x$ na conta bancária todo dia. Sem ela eu não passaria de uma máquina registradora – uma vez que trabalho com contabilidade e agenciamento de anúncios.

 

  1. Você trabalha(ou) fora da literatura?

Resposta: Enquanto técnico em contabilidade, eu faço free lancers de balanços, no dia a dia edito classificados para agências de publicidade de pequena intensidade, digito textos para editoras e produzo e-books.

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