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ENTREVISTA COM ANE BRAGA
ENTREVISTA COM ANE BRAGA

1. Quando você começou a se aventurar na literatura? Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores? O que aprendeu na escola o instigou a criar textos?

 Comecei bem cedo, como "leitora visual". Tinha menos de três anos e, como não sabia ler, criava estórias a partir das figuras dos livros.

Aos quatro anos, minha mãe me ensinou a ler e, desde então, tudo que tem letra, eu leio.

Há um caso que gosto muito de comentar sobre o meu apego aos livros. Entre os quatro e cinco anos, próximo ao natal, chegou ao portão de casa um vendedor de enciclopédias. O nome era Meu ABC em cores. Foi amor à primeira vista. Chamei minha mãe e ela me pergontou se eu queria a bicicleta ( a tão sonhada bicicleta) ou os livros. Não titubiei. Escolhi os livros. Até hoje faria a mesma escolha.Nunca tive uma bicicleta, mas tenho em casa centenas de livros.

 

2. Você já leu muitas obras e lê frequentemente? Que gêneros (poesia, contos, crônicas, romance) e autores prefere?

 Leio muito, mas muito mesmo. Pelo menos três livros por semana. Esse número pode aumentar, caso tenha um pouco mais de tempo disponível.

Gosto de tudo. Poesia, contos, crônicas, romance, mangá, gibi, jornal, revista. Sou uma leitora ávida.

Amo José de Alencar, Machado de Assis, Pedro Bandeira, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Lya Luft, Agatha Christie, Florbela Espanca. Sou bem eclética. Há um livro em especial, que é o meu preferido entre os preferidos. Chama-se O Caso da Borboleta Atíria, da Lúcia Machado de Almeida. Os livros da coleção (Vagalume) são fabulosos, mas este é o meu queridinho. Está todo amarelado pelo tempo, com páginas amarrotadas, algumas caindo, mas não o troco por nada e não o vendo por dinheiro algum.

 

3. Costuma fazer um glossário com as palavras que encontra por aí (em livros, na internet, na televisão etc.) e ir ao dicionário pesquisá-las?

 Desde criança faço glossários. Muito cedo comecei a ler Machado de Assis, José de Alencar e Guimarães Rosa. São autores complexos e sempre tinha um dicionário, papel e caneta prontos para esse fim. Tenho esse hábito até hoje, mas agora utilizo também os dicionários virtuais.

 

4. Há escritores de hoje na internet (não consagrados pelo povo) que admira? Em sites, Academias de que de repente você participa etc.

 Sim, muitos. Há muita literatura de ótima qualidade esperando para alçar voo e, sempre que posso, divulgo alguns autores de minha preferência. Sempre leio novos autores. Hà sempre boas surpresas esperando para serem descobertas.

Gosto muito do Alves Rosa (Wagner Alves Nascimento da Rosa). Tudo que ele escreve eu leio. Gosto particularmente de "Contos Modernos" e "Poemas Proibidos". Os dois livros já estão bem amarrotadinhos de tanto lê-los e reê-los.

 

5. Você costuma participar de antologias? Acha-as algo interessante? Participaria de uma se eu a lançasse?

 Participo sempre. Já participei das Antologias "Imitação da Vida" (Câmara Brasileira do Jovem Escritor), "Entre Linhas Literárias" e "Nossa História, Nossos Autores" (Editora Scortecci), "Mil Poemas para Gonçalves Dias" (Editora Universidade Federal do Maranhão), "Antologia Novo Milênio de Literatura" (Faculdade Novo Milênio), entre outras.

Sempre me pergunto quando o Oliveira Caruso lançará uma Antologia. Mal posso esperar para participar.

 

6. Você é membro de Academias de Letras? Aceitaria indicações para ingressar em Academias de Letras como membro?

 Ainda não, mas tenho o desejo de vir a ser.

 

7. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente?

 Escrevo sempre. Entre contos, crônicas, poemas, poetrix, haicais, romances, frases e pensamentos, são centenas de textos e o número continua aumentando. 

Escrevi meu primeiro texto aos sete anos. De lá para cá tive períodos de mais produção intercalados com períodos  de menos. Há quatro anos escrevo sem parar.

 

8. Você tem dificuldade de escrever em prosa, em verso? 

 Não tenho dificuldade. Ando sempre com um caderninho na bolsa. Quando a inspiração chega, ou quando uma nova ideia surge, jogo logo no caderno. Embora escreva de tudo um pouco, considero-me uma contista em constante formação. O autor precisa ler sempre, estudar, fazer oficinas literárias. O mundo está sempre mudando e com a literatura não é diferente.

 

9. Você possui algum lugar onde publica textos virtualmente? Qual? 

 Tenho uma página no Recanto das Letras, um site que reune ótimos escritores e por isso mesmo, uma ótima fonte de leitura.

 

10. Que temas prefere escrever? Prefere ficção ou o que vivencia e vê no dia a dia?

 Costumo escrever "baseado em fatos quase reais". De acordo com que vejo, vivencio e até sonho, crio meus textos. Além disso, gosto muito de escrever para o público infantil e as crianças são excelentes fontes de inspiração.

 

11. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Está envolvido com outro tipo de arte (é pintor, músico, escultor?)

 Sou apreciadora da arte, gosto de museus, teatros, musicais, pinturas. Não gosto muito de cinema; prefiro assistir aos filmes em casa com minha família. Recentemente fui à exposição do Flávio de Carvalho, na Oca. As roupas que ele desenhou já me deram uma nova ideia para um novo livro.

 

12. Que retorno você espera da literatura para si mesmo no Brasil? E a nível de mundo?

 Gosto de escrever tanto quanto gosto de ler. Ter meus livros e textos circulando em bibliotecas e em feiras mundo a fora, seria a realização de um sonho.

 

13. Você acha que o brasileiro médio costuma ler? Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade?

 Creio que um pouco de tudo. Frequento livrarias constantemente e elas estão sempre cheias. Tenho o hábito de visitar locais frequentados por pessoas dos mais variados grupos sócio-econômicos. Gosto de observar e o que verifiquei há algum tempo é que brasiliero gosta de ler sim, mas não lê muito e o principal motivo é o preço do livro, seja virtual ou impresso. 

No Parque da Água Branca, em São Paulo, e no Vicentina Aranha, em São José dos Campos, por exemplo, pode-se ler de graça  diversos títulos disponíveis e esses lugares estão sempre cheios nos finais de semana.

 

14. Você costuma registrar seus textos na FBN antes de publicá-los? Sabe da importância disso?

 Sim.Todo autor precisa registrar seus textos, pois, infelizmente, é grande o risco  ter um texto de sua autoria atribuído a outro.

 

15. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade? 

 Tenho alguns títulos, mas como trabalho com o sistema "on demand", prefiro distribuir os volumes para escolas,bibliotecas, amigos e familiares, a fim de que conheçam meu trabalho, o que não impede a venda de um percentual razoável.

 

16. Já conhecia o poeta-escritor Oliveira Caruso?

O comendador é famoso, muito dinâmico e proativo. Sempre mencionado por outros autores e homenageado por eles. Sempre que se fala em autores ou concursos literários, menciona-se Oliveira Caruso.

 

17. Você trabalha com literatura inclusive para aumentar sua renda ou a leva como um delicioso hobby?

 Escrever, para mim, é um delicioso hobby que me acalma, inspira, engrandece. Esse hobby acaba trazendo retorno financeiro, mas o foco não é viver da literatura. Faço por prazer. Se virar obrigação, perde a graça.

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