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ENTREVISTA COM AMALRI NASCIMENTO
ENTREVISTA COM AMALRI NASCIMENTO

 

AMALRI NASCIMENTO

MEDALHISTA DO I PRÊMIO SIMPLESMENTE AMOR!

Por: Oliveira Caruso

 

1. Quando você começou a se aventurar na literatura? Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores? O que aprendeu na escola o instigou a criar textos?

 

— Confesso, na minha adolescência eu era um tanto preguiçoso para leituras. Enfiar a cara nos livros não fazia parte, literalmente, do meu forte, mas sempre me aprazia bastante do que lia. A poesia foi o um gênero que sempre me despertou alguma inclinação, tanto que cheguei a rascunhar alguns ensaios num caderno que, infelizmente, ficou perdido n’algum lugar do passado. Embora tenham sido poucos, alguns romances policiais também marcaram essa época da minha vida. Quanto a influências, não posso afirmar que tenha sofrido alguma por parte de parentes mais velhos, amigos ou professores, tudo começou de forma bem casual, como a expressão espontânea de uma necessidade de se externar naturalmente. Nasci numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, e hoje percebo mais claramente quão carente de incentivos, materiais, à literatura, era o ensinamento àquela época e região, concluindo, portanto, o aprendizado na própria escola não foi fator preponderante às minhas criações textuais. Passado algum tempo sem escrever, foi na segunda metade do ano de 2006, já no Rio de Janeiro há alguns anos, ocasião em que, incentivado por uma então colega de trabalho, a poetisa MALU OLIVEIRA, aventurei-me no meu primeiro concurso de poesia, o I Concurso Carioca de Poesia, promovido pela ABRACI, e fui selecionado dentre os finalistas que tiveram a chance se apresentarem no auditório da casa-mor da literatura, a Academia Brasileira de Letras, uma das apoiadoras e patrocinadoras do concurso. A partir de então, tudo isso foi como um efusivo incentivo, fazendo-me a tomar mais gosto e, consequentemente, tentar dar mais ênfase ao meu aprimoramento na arte poética. Após a incursão pela poesia resolvi arriscar algo mais prosaico como os contos, tendo alguns publicados na Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) entre 2010 e 2012; outros foram premiados em concursos do gênero Brasil afora; também tive um que foi vertido para o inglês e espanhol pela Word Awareness, uma pequena rede de tradutores profissionais estabelecidos na Califórnia e, posteriormente, fez parte de um livro digital bilíngue: “Contemporary Brazilian Short Stories”, pode ser encontrado nos sites  http://www.amazon.com.br/ e http://www.livrariacultura.com.br/scripts/index.asp 

                         

2. Você já leu muitas obras e lê frequentemente? Que gêneros e autores prefere?

 

— Afirmar que tenha lido muitas obras talvez não se aplique muito bem a alguém que acaba de confessar ter sido um tanto preguiçoso pra leitura na adolescência, mas aprendi a encontrar bastante prazer na leitura e isso me coloca um número bem razoável de obras lidas. Não tenho um gênero preferido, costumo ler o que me caia nas mãos. Dou especial atenção às indicações de amigos confiáveis; pesquisas históricas e/ou científicas, biografias de grandes personagens nacionais, romances, ficção e mitologia são exemplos de leitura que me despertam interesse. Claro que, sendo eu, uma pessoa que atua como poeta e contista, esses são gêneros que se apresentam com mais frequência em minhas leituras. Clássicos não foram muitos, posso referenciar Dante Alighieri e Oscar Wilde. De autores mais contemporâneos há uma gama que poderia citar desde Dan Brown, Khaled Hosseini, Katte Mosse a Sidney Sheldon. Gosto sobremaneira da narrativa descritiva e envolvente desses dois últimos. Já no ramo mais específico da poesia, ganhei, recentemente, os dois últimos volumes da trilogia da poesia ortônima de Fernando Pessoa, sem dúvida, um gênio da arte de escrever que vale a pena conhecer mais a fundo... Cecília Meireles é, sem dúvida, a poetisa da alma... Cora Coralina e Patativa do Assaré são expoentes da genuína poesia regional brasileira. Machado de Assis, Carlos Drumond de Andrade, Mario Quintana, Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Clarice Lispector, Olga Savary, Adélia Prado... São tantos os nossos grandes nomes literários que, pra eu compilar uma lista daqueles que gosto de ler, seria arriscar-se a cometer alguma injustiça deixando um excelente nome de fora...

 

3. Costuma fazer um glossário com as palavras que encontra por aí (em livros, na internet, na televisão etc.) e ir ao dicionário pesquisá-las?

 

— Fazer um glossário, não exatamente, mas costumo grafar, ou anotar, à parte, as palavras desconhecidas com as quais me deparo nas minhas leituras e, tão logo possa, pesquiso seus significados e classe gramatical. Na primeira oportunidade lanço mão delas nas minhas criações textuais, seja em poesias ou contos. No trabalho ou, mesmo em casa, costumo manter o dicionário à mão. Trabalhando, pesquisando, estudando ou apenas lendo direto no computador, uma guia permanece sempre conectada ao dicionário online de português, o nosso vocabulário é muitíssimo rico e essa prática só corrobora na valorização da nossa expressão escrita e oral. Quando faço uso de uma palavra pouco usual nas minhas poesias penso que estou instigando o leitor nessa pesquisa também.

 

4. Há escritores de hoje na internet (não consagrados pelo povo) que admira? Em sites, Academias de que de repente você participa etc.

 

— Sim. Frequentemente recorro à internet que tem se apresentado, cada vez mais, como um segmento de boa fonte de pesquisa e, consequentemente, de leitura fácil e barata. Eu mesmo mantive, por um longo período, publicações mensais na Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) que há mais de 25 anos tem quebrado barreiras divulgando a literatura brasileira através de autores que encontram nesse meio uma chance de divulgar suas produções textuais. Conheço bons poetas que com seus sites e blogs levam suas criações a um público crescente.

 

5. Você costuma participar de antologias? Acha-as algo interessante? Participaria de uma se eu a lançasse?

 

— Já participei de dezenas de antologias, em sua maioria, resultantes de certames literários de que participei, e sempre analiso com carinho as possibilidades que surgem. Vejo nessas coletâneas uma forma mais que interessante pra quem deseja divulgar um trabalho literário, principalmente pra quem está começando a tomar gosto ou se especializando na arte de escrever.

 

6. Você é membro de Academias de Letras? Aceitaria indicações para ingressar em Academias de Letras como membro?

 

— Sou o associado nº 468 da Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro (APPERJ) e, sem dúvida, seria prazeroso receber indicações ou convites para ingresso em novas entidades literárias.

 

7. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente? 

 

— Não exatamente, há algum tempo parei de contar (embora não seja tarefa difícil recontá-los, afinal, FP/MA/CDA/CM e outros tantos, parece que viviam a escrita e para própria, o que nem de longe posso comparar-me), mas tenho bastantes textos produzidos, embora, ainda nada publicado em livro solo, sendo um número maior de poemas.

 

8. Você tem dificuldade de escrever em prosa, em verso?

 

— Não muito, tanto que, eu mesmo (e também já ouvi de outras pessoas), me acho, às vezes, meio prolixo. A questão é que meus escritos seguem uma linha circunstancial, necessito ter em mente algo que me sirva de mote, de ponto de partida, de inspiração mesmo; contudo, os contos têm ficado em segundo plano, nos últimos tempos tenho me atido mais à poesia, gênero em que sigo a linha dos versos livres.

 

9. Você possui algum lugar onde publica textos virtualmente? Qual?

 

— Tenho um blog pessoal onde costumo publicar principalmente minhas poesias — http://www.vendoalemdaimagem.blogspot.com.br/ — e já publiquei por um período considerável na CBJE, hoje ausente das suas edições mensais, mas ainda anseio retornar a publicar por lá.

 

10. Que temas prefere escrever? Desagrada-lhe escrever sobre algum tema em específico?

 

— Não tenho temas preferenciais. Como já falei anteriormente, necessito apenas de algo que dispare o gatilho e sirva de mote, de ponto de partida, de inspiração... Tudo é circunstancial, uma imagem ou uma cena que me chamem atenção, um trecho de livro que esteja sendo deleitoso ler, uma lembrança, uma saudade, uma conversa casual com amigos, uma frase solta, uma paisagem... Muitos poemas meus nasceram em pleno congestionamento, por isso mantenho o hábito de sempre carregar comigo, na mochila ou no carro, papel e caneta, nunca se sabe...

 

11. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Está envolvido com outro tipo de arte (é pintor, músico, escultor?)

 

— Da mesma forma que escritor/poeta não consagrado, sou uma espécie de Artista Plástico (autodidata), e as Artes de modo geral são-me atraentes. Atuo principalmente com esculturas e pinturas abstratas. Tive participações em alguns Salões organizados e/ou apoiados pela Sociedade Brasileira de Belas Artes (SBBA), com algumas premiações. Gosto de frequentar teatro, apresentações musicais, cinema, além de museus e centros culturais (exposições itinerantes de grandes artistas ou obras da antiguidade despertam-me grande interesse).

 

12. Que retorno você espera da literatura para si mesmo no Brasil? E a nível de mundo?

 

— Primeiro, a satisfação pessoal de ver/ter minha obra publicada, lida e comentada... Depois, o reconhecimento, não necessariamente, a consagração, mas, além da satisfação, seria ótimo um retorno financeiro...

 

13. Você acha que o brasileiro médio costuma ler? Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade?

 

— Minha concepção é de que no Brasil, fato notório, principalmente pela parcela da população mais antenada, pouco se investe em educação, e com isso as consequências, incluídas aí a falta do hábito pela leitura, são desastrosas.

 

14. Você costuma registrar seus textos na FBN antes de publicá-los? Sabe da importância disso?

 

— Sei da importância dos registros, mas tenho de reconhecer que preciso dar mais atenção a este fato.

 

15. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade?

 

— Ainda não tenho livros solos publicados, apenas projetos.

 

16. Já conhecia o poeta-escritor Oliveira Caruso?

 

— Não o conhecia a fundo, mas o nome “Oliveira Caruso” já me era familiar através dos circuitos literários.

17. Você trabalha com literatura inclusive para aumentar sua renda ou a leva como um delicioso hobby?

 

— Tudo começou como um delicioso hobby e ainda continua a ser, pelo menos, é assim que vejo e sinto... O que não impede de eu almejar um retorno rentável no que possa referir-se a venda d’alguma publicação.

 

Por fim, obrigado por participar deste certame. Eu sempre procuro fazer algo pelos artistas que participam de meus concursos literários. Você saberá em breve como. Abraço! Paulo. 

 

 

 

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